Após minhas andanças pela Galícia voltei à Guarda onde passei mais uns dias curtindo Mariatu e família. Como meu retorno ao Brasil está se aproximando, resolvo conhecer Salamanca, distante cerca de 160 km da Guarda e 200 km de Madri onde pretendo dar um pulo pra rever Michele, amiga querida que vive na capital espanhola há mais de 4 anos. Pois
quase não perco o bus porque, equivocadamente, penso que a estação de camionagem fosse a mesma de onde partem os ônibus da Alsa?!! Pois não é!! Como o bus estava demorando pra chegar, fui perguntar no guichê da informação, e daí o rapaz disse que era na gare da avenida Joao de Ruão, na saída da cidade. Tive de pegar um táxi e numa corrida frenética - instando o motora a ir mais rápido e mais rápido, bem nervosa - consegui chegar a tempo graças ao atraso do ônibus...ufa!! Dia nublado, afinal, estamos no outono. Como sempre, sigo rodando em excelentes rodovias. A estação rodoviária de Salamanca, mais uma vez perto do hostal onde reservara meu quarto. Veja só, pura sorte que todos os hostels onde tenho me hospedado até então sempre fiquem perto da estação dos ônibus, dando pra ir a pé, embora eu nem sempre tenha me antenado pra esse detalhe. Meu hostal, a bem da verdade, é um pequeno hotel com um quarto super confortável, cujo preço é o mesmo dos hostels pelos quais passei, 25 euros. E bem perto do centro histórico!! Deixo minha mochila no quarto e me toco pra lá. Atravesso ao largo duma praça com muitos plátanos, alguns já com as folhas amarelecidas. Ingresso na cidade velha
dando de cara com os prédios da igreja da Puríssima e o convento das Agustinas, construídos em arenito. Aliás, muitos dos prédios da cidade velha são feitos com esse tipo de pedra o que lhes conferem uma aura luminosa. Daqui pra frente, só prédios antiquíssimos como a igreja de São Martinho, em estilo românico, datada do século XII, bem perto da plaza Mayor, uma das maiores existentes na Espanha, lindamente iluminada à noite, horário em que bares, restaurantes e confeitarias ficam lotados tanto por turistas como moradores locais. Reservo 2 dias para explorar Salamanca porque me encantei com o que pesquisara na internete sobre a cidade. Portanto tive tempo de visitar e não apenas passar na frente de alguns pontos turísticos super interessantes como a Casa das Conchas, construída no final do século XV, cuja singularidade está em sua fachada decorada com aproximadamente 300 conchas, daquelas que os
peregrinos recebem ao fazer o caminho de Santiago de Compostela. A caminho da Plaza Mayor, a vetusta fachada da Universidade de Salamanca, primeira da Espanha, fundada no século XIII. Diante da igreja de São Benito, uma estátua estilizada feita numa chapa metálica prateada homenageia na figura dum frade a tradição e o papel das confrarias na vida cultural e religiosa de Salamanca. Pago a visita às catedrais Nova e Velha de Salamanca, unidas uma a outra como se fossem siamesas. A primeira foi construída entre os séculos XVI e XVIII basicamente em dois estilos: gótico e barroco. Já a segunda, construída entre os séculos XII e XIV exibe estilos românico e gótico. A catedral Nova tem diversas capelas laterais ricamente adornadas e um baita órgão no meio da nave-mor. Na plaza Mayor, escolhi o restaurante Meson del Cervantes, situado no 1º piso. Os bocadillos são de encher os olhos, por mim provava todos mas impossível tanto pro bolso quanto pro estômago, assim acabo escolhendo 4 e peço uma taça de tinto pra acompanhar. Não me desapontaram, realmente, tanto o vinho como os canapés estavam muito
bons. A culinária espanhola é deveras saborosa! Como eu chegara na cidade pelas 3 da tarde, não deu para visitar tudo o que eu planejara. Cansada de tanto bater perna pelo centro histórico, fui pro hotel descansar. Dia seguinte, passo diante da fachada de vitrais coloridos da Casa Lis, construída sobre as colunas da antiga muralha que cercava Salamanca. No seu interior, há um museu de art nouveau e art decó que, infelizmente, não visitei porque já estava curta de dinheiro. Atravesso a ponte romana que cruza o rio Tormes, donde da margem oposta posso desfrutar a bela visão de vários prédios da cidade velha, dentre os quais as torres das catedrais Nova e Velha. À tarde, pago ingresso para visitar as Torres de Clerezia no edifício da Universidade Católica donde se tem uma visão panorâmica do centro histórico. Valeu a subida até onde estão seus sinos embora íngreme e longa!! À noite, instalada numa mesa ao ar livre, protegida por amplo ombrelone, na plaza Mayor, com direito a estufa de gás porque tá batendo uma friaca, bebo uma taça de cavas, tipo de espumante existente na Espanha, curtindo a efervescência do lugar e o espetáculo de suas luzes acesas. Amanhã, estou embarcando pra Madri onde ficarei 3 dias curtindo a companhia de Michele, ulálá!!
quase não perco o bus porque, equivocadamente, penso que a estação de camionagem fosse a mesma de onde partem os ônibus da Alsa?!! Pois não é!! Como o bus estava demorando pra chegar, fui perguntar no guichê da informação, e daí o rapaz disse que era na gare da avenida Joao de Ruão, na saída da cidade. Tive de pegar um táxi e numa corrida frenética - instando o motora a ir mais rápido e mais rápido, bem nervosa - consegui chegar a tempo graças ao atraso do ônibus...ufa!! Dia nublado, afinal, estamos no outono. Como sempre, sigo rodando em excelentes rodovias. A estação rodoviária de Salamanca, mais uma vez perto do hostal onde reservara meu quarto. Veja só, pura sorte que todos os hostels onde tenho me hospedado até então sempre fiquem perto da estação dos ônibus, dando pra ir a pé, embora eu nem sempre tenha me antenado pra esse detalhe. Meu hostal, a bem da verdade, é um pequeno hotel com um quarto super confortável, cujo preço é o mesmo dos hostels pelos quais passei, 25 euros. E bem perto do centro histórico!! Deixo minha mochila no quarto e me toco pra lá. Atravesso ao largo duma praça com muitos plátanos, alguns já com as folhas amarelecidas. Ingresso na cidade velha
dando de cara com os prédios da igreja da Puríssima e o convento das Agustinas, construídos em arenito. Aliás, muitos dos prédios da cidade velha são feitos com esse tipo de pedra o que lhes conferem uma aura luminosa. Daqui pra frente, só prédios antiquíssimos como a igreja de São Martinho, em estilo românico, datada do século XII, bem perto da plaza Mayor, uma das maiores existentes na Espanha, lindamente iluminada à noite, horário em que bares, restaurantes e confeitarias ficam lotados tanto por turistas como moradores locais. Reservo 2 dias para explorar Salamanca porque me encantei com o que pesquisara na internete sobre a cidade. Portanto tive tempo de visitar e não apenas passar na frente de alguns pontos turísticos super interessantes como a Casa das Conchas, construída no final do século XV, cuja singularidade está em sua fachada decorada com aproximadamente 300 conchas, daquelas que os
peregrinos recebem ao fazer o caminho de Santiago de Compostela. A caminho da Plaza Mayor, a vetusta fachada da Universidade de Salamanca, primeira da Espanha, fundada no século XIII. Diante da igreja de São Benito, uma estátua estilizada feita numa chapa metálica prateada homenageia na figura dum frade a tradição e o papel das confrarias na vida cultural e religiosa de Salamanca. Pago a visita às catedrais Nova e Velha de Salamanca, unidas uma a outra como se fossem siamesas. A primeira foi construída entre os séculos XVI e XVIII basicamente em dois estilos: gótico e barroco. Já a segunda, construída entre os séculos XII e XIV exibe estilos românico e gótico. A catedral Nova tem diversas capelas laterais ricamente adornadas e um baita órgão no meio da nave-mor. Na plaza Mayor, escolhi o restaurante Meson del Cervantes, situado no 1º piso. Os bocadillos são de encher os olhos, por mim provava todos mas impossível tanto pro bolso quanto pro estômago, assim acabo escolhendo 4 e peço uma taça de tinto pra acompanhar. Não me desapontaram, realmente, tanto o vinho como os canapés estavam muito
bons. A culinária espanhola é deveras saborosa! Como eu chegara na cidade pelas 3 da tarde, não deu para visitar tudo o que eu planejara. Cansada de tanto bater perna pelo centro histórico, fui pro hotel descansar. Dia seguinte, passo diante da fachada de vitrais coloridos da Casa Lis, construída sobre as colunas da antiga muralha que cercava Salamanca. No seu interior, há um museu de art nouveau e art decó que, infelizmente, não visitei porque já estava curta de dinheiro. Atravesso a ponte romana que cruza o rio Tormes, donde da margem oposta posso desfrutar a bela visão de vários prédios da cidade velha, dentre os quais as torres das catedrais Nova e Velha. À tarde, pago ingresso para visitar as Torres de Clerezia no edifício da Universidade Católica donde se tem uma visão panorâmica do centro histórico. Valeu a subida até onde estão seus sinos embora íngreme e longa!! À noite, instalada numa mesa ao ar livre, protegida por amplo ombrelone, na plaza Mayor, com direito a estufa de gás porque tá batendo uma friaca, bebo uma taça de cavas, tipo de espumante existente na Espanha, curtindo a efervescência do lugar e o espetáculo de suas luzes acesas. Amanhã, estou embarcando pra Madri onde ficarei 3 dias curtindo a companhia de Michele, ulálá!! Durante a viagem me toco que hoje estou fazendo 73 anos!! E me aventurando ainda por este mundão, e sozinha. Fico até emocionada com, enfim, minha trajetória de vida, e os olhos se enchem de lágrimas que eu, discretamente, enxugo. Chego na estação Sur às 16:30, Michele me aguarda, firme e forte, a querida. De lá vamos direto prum barzinho onde algumas colegas
do trabalho irão nos encontrar. O tal bar é um autêntico botequim espanhol. Peço cavas e uns tapas. Pouca demora chegam as coleguinhas: Gabriela, brasileira, e Lucia, espanhola, todas muito simpáticas e festeiras, com aquela gana que as criaturas têm nas sextas-feiras. Ficamos bebendo, conversando sei lá até que horas, porque, Mi mais eu, saímos do bar já bebaças. Eu filmando e narrando nossa corrida de táxi....hahaha. Sábado ficamos em casa, já que meio ressaqueadas do tragoleu da noite anterior. Bem comportadas, vendo tv e conversando à toa....coisa boa!! Daí domingo, já recuperadíssimas, pegamos o metrô e descemos na plaza de Cólon onde, ao longo do Paseo de La Castella, estão instaladas estátuas estilizadas representando as Meninas de Velazques.
E pra minha alegria dou de cara com o Real Jardim Botânico de Madri! Que beleza de lugar, o espaço reservado aos bonsais é interessantíssimo, existindo variadas espécies de árvores em exposição. Muitas árvores nas alamedas exibem a coloração laranja-avermelhada típica do outono. Mas não dá pra estender muito a visita porque vamos visitar o museu do Prado com direito a ingresso gratuito. Bah, cada obra de arte de tirar o fôlego, fico literalmente, embasbacada. Até então só tinha visto reprodução de As Meninas de Velazques em livros, hoje estou curtindo o original!! Quadros de Goya, Caravaggio, Bosch e tantos outros pintores famosos que saio de lá em estado de graça. Na segunda-feira, combinamos que irei buscar Michele à tardinha no seu emprego. Fico boa parte da manhã deitada, assistindo tv, e saio de casa perto do 1/2 dia. Pego o metro e desço, seguindo as instruções de Michele, na mesma plaza Cólon onde descerámos ontem. De lá retorno ao Jardim Botânico porque o passeio de ontem não me satisfez, quero curtir mais ainda daquela maravilhosa vegetação ali existente.
Saciada minha vontade de estar no meio da natureza em plena urbe madrilenha, saio em busca dum local pra almoçar mas quero algo leve porque vamos no final da tarde ao mercado de San Miguel. Fico batendo perna e comprando lembrancinhas pra presentear algumas pessoas até o momento de ir encontrar Michele. Subo até o escritório onde a amiga trabalha e espero que ela conclua seu expediente. De lá vamos até San Miguel. É de lei pra mim, vir a Madri e não ir a este mercado, é como ir a Roma e não ir ao Vaticano. Escolhidos os tapas e bocadillos, sentamos cada qual com uma taça de vinho jogando conversa fora até o momento de regrassarmos à casa. Terça, então, pego um voo até o Porto donde sai meu voo de regresso ao Brasil. Nem bem saí da Espanha e já estou com saudades de tudo, da Mariatu, Bibi, Jean, Gaudencio e Michele....adios, adeuzinho, queridos e queridas, hasta la vista, até mais ver, pois pois!!
do trabalho irão nos encontrar. O tal bar é um autêntico botequim espanhol. Peço cavas e uns tapas. Pouca demora chegam as coleguinhas: Gabriela, brasileira, e Lucia, espanhola, todas muito simpáticas e festeiras, com aquela gana que as criaturas têm nas sextas-feiras. Ficamos bebendo, conversando sei lá até que horas, porque, Mi mais eu, saímos do bar já bebaças. Eu filmando e narrando nossa corrida de táxi....hahaha. Sábado ficamos em casa, já que meio ressaqueadas do tragoleu da noite anterior. Bem comportadas, vendo tv e conversando à toa....coisa boa!! Daí domingo, já recuperadíssimas, pegamos o metrô e descemos na plaza de Cólon onde, ao longo do Paseo de La Castella, estão instaladas estátuas estilizadas representando as Meninas de Velazques.
E pra minha alegria dou de cara com o Real Jardim Botânico de Madri! Que beleza de lugar, o espaço reservado aos bonsais é interessantíssimo, existindo variadas espécies de árvores em exposição. Muitas árvores nas alamedas exibem a coloração laranja-avermelhada típica do outono. Mas não dá pra estender muito a visita porque vamos visitar o museu do Prado com direito a ingresso gratuito. Bah, cada obra de arte de tirar o fôlego, fico literalmente, embasbacada. Até então só tinha visto reprodução de As Meninas de Velazques em livros, hoje estou curtindo o original!! Quadros de Goya, Caravaggio, Bosch e tantos outros pintores famosos que saio de lá em estado de graça. Na segunda-feira, combinamos que irei buscar Michele à tardinha no seu emprego. Fico boa parte da manhã deitada, assistindo tv, e saio de casa perto do 1/2 dia. Pego o metro e desço, seguindo as instruções de Michele, na mesma plaza Cólon onde descerámos ontem. De lá retorno ao Jardim Botânico porque o passeio de ontem não me satisfez, quero curtir mais ainda daquela maravilhosa vegetação ali existente.
Saciada minha vontade de estar no meio da natureza em plena urbe madrilenha, saio em busca dum local pra almoçar mas quero algo leve porque vamos no final da tarde ao mercado de San Miguel. Fico batendo perna e comprando lembrancinhas pra presentear algumas pessoas até o momento de ir encontrar Michele. Subo até o escritório onde a amiga trabalha e espero que ela conclua seu expediente. De lá vamos até San Miguel. É de lei pra mim, vir a Madri e não ir a este mercado, é como ir a Roma e não ir ao Vaticano. Escolhidos os tapas e bocadillos, sentamos cada qual com uma taça de vinho jogando conversa fora até o momento de regrassarmos à casa. Terça, então, pego um voo até o Porto donde sai meu voo de regresso ao Brasil. Nem bem saí da Espanha e já estou com saudades de tudo, da Mariatu, Bibi, Jean, Gaudencio e Michele....adios, adeuzinho, queridos e queridas, hasta la vista, até mais ver, pois pois!!
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