De volta à Guarda, Jean, compadre e pai de Bibi, minha querida afilhada, leva-me a passear por alguns sítios históricos perto da cidade, já que no distrito da Guarda concentram-se 7 das 12 aldeias históricas portuguesas, a saber: Castelo Mendo, Castelo Rodrigo, Linhares da Beira,
Marialva, Sortelha e Trancoso. Assim, num sábado ensolarado, nos tocamos pra Trancoso, distante cerca de 40 km. A maior parte de sua muralha se encontra em bom estado de conservação cujo acesso ao interior da aldeia se dá através de várias portas, sendo a principal a Porta del Rei. Há pequenos pórticos, um deles apelidado Olhinho do Sol porque orientado pro leste; um outro, chamado Boeirinho, assim deve seu nome ao fato de ser uma abertura estreita com 1,55 de altura, de modo a controlar a entrada de pessoas na vila quando as portas principais, por motivo de segurança, eram fechadas. Terminada a caminhada por Trancoso, vamos a Marialva distante coisa de 30 km. Encarapitada no alto duma colina, da antiga aldeia ainda restam vestígios dos muros, de algumas construções, como a torre dos Relógios e dos Namorados e o portal da Casa da Judia, destacando-se ainda intacta a torre de menagem. Do lado externo dos muros, as gramíneas
rabos de raposa e outros arbustos enfeitam as vielas estreitas, delimitadas por muros de taipa, guardando ainda o calçamento irregular de pedra. As construções, em granito, de pé direito baixo e janelas pequenas, além das centenárias oliveiras carregadinhas de azeitonas dão-lhe ares encantadoramente bucólicos. Subimos ao cimo da muralha (todas são largas o suficiente pra se poder caminhar tranquilamente sobre elas) e a rodeamos, vislumbrando, assim, a paisagem de relevo ondulado com suas colinas donde afloram as formações graníticas, pedra típica da região. Pra finalizar, damos uma passadinha em Celorico (significa escondido) da Beira pra dar um vistaço em sua torre de menagem. Essa construção vem a ser um prédio,
construído no interior das muralhas, alto o suficiente não só pra servir de mirante, como, inicialmente, também de moradia e proteção aos reis. No domingo seguinte, vamos Jean, Bibi, mais o pequeno Gaudencio (um bebê ainda de 1 e 3 meses), conhecer outras aldeias históricas. As estradas que levam a esses sítios são sinuosas porque foram construídas nas encostas da serra da Estrela. A fortaleza de Almeida é nosso 1° destino. Há 2 imponentes portas, a de Santo Antonio e a de São Francisco, a principal. Suas muralhas em formato de estrela de 12 pontas é uma das mais bem preservadas de Portugal. Do interior da antiga aldeia medieval restam poucas casas daquela época. Uma em especial chama a atenção, porém datada do século XIX: a casa da Roda dos Expostos, onde eram abandonadas crianças indesejadas! O que era perfeitamente admissível àquela época, hoje é considerado crime. Caminhando pelo topo de sua muralha
interior dá pra perceber a muralha externa que a circunda, as casamatas e os fossos. Do castelo, só ruínas. Jean sobe e desce, incansável, as escadas com o filho no colo. Bibi corre alegremente pelas muralhas conversando animada comigo. Quanta energia e quão animada esta afilhada é! O ceu azul, temperatura amena dispensam agasalhos pesados. A seguir, partimos rumo a Sortelha. No caminho, um conjunto de torres eólicas erguem-se altaneiras ao longo da rodovia. Avista-se à distância a torre de menagem pois situa-se sobre um alto penhasco rochoso. A aldeia super preservada é rodeada pelas muralhas embora do castelo não haja mais vestígios. Bibi mais eu damos a volta inteira pela muralha já que seu perímetro é curto, descendo ao final por uma escada íngreme cujos degraus são blocos de pedra meio altinhos. As casas todas de granito parecem saídas de livros de contos de fadas. Espalhadas no interior da fortaleza, em lugares pouco visíveis, as portas da traição permitiam a chegada discreta de reforços ou a fuga de moradores.
Um encanto esta vila, cheia de surpresas, como a pedra que parece - mesmo! - a cara duma velha queixuda!! No interior da fortaleza, perto de seu portão principal, estão dispostos embaixo de árvores, mesas e bancos de madeira onde nos sentamos e comemos delicioso pastelão de galinha com cogumelos que eu comprara no supermercado Lidl na véspera. De pancinha cheia (até o bebê Gau come um pedacito da iguaria), retornamos à Guarda, antes dando um rápido rolê no castelo de Sabugal pra encarar a subida dos 28 metros de sua torre de menagem. Quase boto os bofes pela boca, pior é Jean que carrega os 13 kg de Gaugau "chumbinho" pelas estreitas e sinuosas escadas até o topo da torre, sem reclamar, só bufando um pouquito!! Ao partir de Sabugal, a visão das árvores cujas folhagens outonais variam do verde ao amarelo e ao vermelho...um espetáculo!
Marialva, Sortelha e Trancoso. Assim, num sábado ensolarado, nos tocamos pra Trancoso, distante cerca de 40 km. A maior parte de sua muralha se encontra em bom estado de conservação cujo acesso ao interior da aldeia se dá através de várias portas, sendo a principal a Porta del Rei. Há pequenos pórticos, um deles apelidado Olhinho do Sol porque orientado pro leste; um outro, chamado Boeirinho, assim deve seu nome ao fato de ser uma abertura estreita com 1,55 de altura, de modo a controlar a entrada de pessoas na vila quando as portas principais, por motivo de segurança, eram fechadas. Terminada a caminhada por Trancoso, vamos a Marialva distante coisa de 30 km. Encarapitada no alto duma colina, da antiga aldeia ainda restam vestígios dos muros, de algumas construções, como a torre dos Relógios e dos Namorados e o portal da Casa da Judia, destacando-se ainda intacta a torre de menagem. Do lado externo dos muros, as gramíneas
rabos de raposa e outros arbustos enfeitam as vielas estreitas, delimitadas por muros de taipa, guardando ainda o calçamento irregular de pedra. As construções, em granito, de pé direito baixo e janelas pequenas, além das centenárias oliveiras carregadinhas de azeitonas dão-lhe ares encantadoramente bucólicos. Subimos ao cimo da muralha (todas são largas o suficiente pra se poder caminhar tranquilamente sobre elas) e a rodeamos, vislumbrando, assim, a paisagem de relevo ondulado com suas colinas donde afloram as formações graníticas, pedra típica da região. Pra finalizar, damos uma passadinha em Celorico (significa escondido) da Beira pra dar um vistaço em sua torre de menagem. Essa construção vem a ser um prédio,
construído no interior das muralhas, alto o suficiente não só pra servir de mirante, como, inicialmente, também de moradia e proteção aos reis. No domingo seguinte, vamos Jean, Bibi, mais o pequeno Gaudencio (um bebê ainda de 1 e 3 meses), conhecer outras aldeias históricas. As estradas que levam a esses sítios são sinuosas porque foram construídas nas encostas da serra da Estrela. A fortaleza de Almeida é nosso 1° destino. Há 2 imponentes portas, a de Santo Antonio e a de São Francisco, a principal. Suas muralhas em formato de estrela de 12 pontas é uma das mais bem preservadas de Portugal. Do interior da antiga aldeia medieval restam poucas casas daquela época. Uma em especial chama a atenção, porém datada do século XIX: a casa da Roda dos Expostos, onde eram abandonadas crianças indesejadas! O que era perfeitamente admissível àquela época, hoje é considerado crime. Caminhando pelo topo de sua muralha
interior dá pra perceber a muralha externa que a circunda, as casamatas e os fossos. Do castelo, só ruínas. Jean sobe e desce, incansável, as escadas com o filho no colo. Bibi corre alegremente pelas muralhas conversando animada comigo. Quanta energia e quão animada esta afilhada é! O ceu azul, temperatura amena dispensam agasalhos pesados. A seguir, partimos rumo a Sortelha. No caminho, um conjunto de torres eólicas erguem-se altaneiras ao longo da rodovia. Avista-se à distância a torre de menagem pois situa-se sobre um alto penhasco rochoso. A aldeia super preservada é rodeada pelas muralhas embora do castelo não haja mais vestígios. Bibi mais eu damos a volta inteira pela muralha já que seu perímetro é curto, descendo ao final por uma escada íngreme cujos degraus são blocos de pedra meio altinhos. As casas todas de granito parecem saídas de livros de contos de fadas. Espalhadas no interior da fortaleza, em lugares pouco visíveis, as portas da traição permitiam a chegada discreta de reforços ou a fuga de moradores.
Um encanto esta vila, cheia de surpresas, como a pedra que parece - mesmo! - a cara duma velha queixuda!! No interior da fortaleza, perto de seu portão principal, estão dispostos embaixo de árvores, mesas e bancos de madeira onde nos sentamos e comemos delicioso pastelão de galinha com cogumelos que eu comprara no supermercado Lidl na véspera. De pancinha cheia (até o bebê Gau come um pedacito da iguaria), retornamos à Guarda, antes dando um rápido rolê no castelo de Sabugal pra encarar a subida dos 28 metros de sua torre de menagem. Quase boto os bofes pela boca, pior é Jean que carrega os 13 kg de Gaugau "chumbinho" pelas estreitas e sinuosas escadas até o topo da torre, sem reclamar, só bufando um pouquito!! Ao partir de Sabugal, a visão das árvores cujas folhagens outonais variam do verde ao amarelo e ao vermelho...um espetáculo!
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